

“A dança para mim é uma poesia,onde meus pés são a caneta e o salão,a folha de papel.”
(Valdeci de Sousa, dançarino)
Um levantar de um pé, um rodopio,... Um tocar de corpos. Expressão... A dança é uma arte, a minha arte. A dança é uma paixão sublime, a minha paixão sublime... A dança é um sonho, o meu sonho...
Pisar um palco é um misto de emoções e sensações... Aquele tremor que percorre o meu corpo todo quando subo a um palco... Ver os rostos do público, ansiosos por um movimento,... Por um olhar, toque, contacto ...
A dança expressa o que eu sinto através de um simples movimento e ritmo. O meu corpo é o espelho do que sinto...
É a forma de expressão mais eloquente, mais bela, mais instintiva e rica...
Ao ouvir aquela musiquinha, aquele ritmo que me embala, algo me impele a... a logo bater o pezinho...
O meu sonho é poder voltar a dançar livre e orgulhosa. Esquecer por um instante a dor intensa que sinto. Esquecer e ignorar...
Não tenho medo de cair, perder o equilíbrio. Voltarei a levantar, apanhar o ritmo e começar de novo.
Sentir a liberdade por uns minutos. Tentar exprimir sentimentos que nem julgava existir.
Esquecer a dor que sinto. Esquecer este desimpedimento.
Libertar esta tensão...
Sentir a liberdade por meros minutos. Soltar as minhas emoções.
Se cair, sei que valeu a pena, mesmo tendo sido por míseros minutos...
Mas até quando me contentarei com pequenos movimentos, gestos controlados? Sempre temendo uma nova queda. Sempre com medo. Só ouvindo a dor...
Gostaria de despertar estas energias adormecidas pela constante dor. Criar movimentos ritmados vindos de um sentimento interior.
Movimentos incessantes inesgotáveis metáforas de realidades da minha própria imaginação.
O obstáculo não é estas quatro paredes. O que me sufoca é esta dor latejante.
Sinto que estou a deixá-la roubar-me o sonho, a controlar-me a alma, a cortar-me as asas...
________________________________________________
Esta não sou eu...
Agarrando-me ao passado. À espera de algum retorno. Chorando por algo que talvez não poderei ter de volta.
É hora de sair desta inércia.
Desisti de tentar consertar o irreparável.
Não é possível encontrar solução para algo sem conserto.
Sei que fui eu o catalisador do desastre.
(Valdeci de Sousa, dançarino)
Um levantar de um pé, um rodopio,... Um tocar de corpos. Expressão... A dança é uma arte, a minha arte. A dança é uma paixão sublime, a minha paixão sublime... A dança é um sonho, o meu sonho...
Pisar um palco é um misto de emoções e sensações... Aquele tremor que percorre o meu corpo todo quando subo a um palco... Ver os rostos do público, ansiosos por um movimento,... Por um olhar, toque, contacto ...
A dança expressa o que eu sinto através de um simples movimento e ritmo. O meu corpo é o espelho do que sinto...
É a forma de expressão mais eloquente, mais bela, mais instintiva e rica...
Ao ouvir aquela musiquinha, aquele ritmo que me embala, algo me impele a... a logo bater o pezinho...
O meu sonho é poder voltar a dançar livre e orgulhosa. Esquecer por um instante a dor intensa que sinto. Esquecer e ignorar...
Não tenho medo de cair, perder o equilíbrio. Voltarei a levantar, apanhar o ritmo e começar de novo.
Sentir a liberdade por uns minutos. Tentar exprimir sentimentos que nem julgava existir.
Esquecer a dor que sinto. Esquecer este desimpedimento.
Libertar esta tensão...
Sentir a liberdade por meros minutos. Soltar as minhas emoções.
Se cair, sei que valeu a pena, mesmo tendo sido por míseros minutos...
Mas até quando me contentarei com pequenos movimentos, gestos controlados? Sempre temendo uma nova queda. Sempre com medo. Só ouvindo a dor...
Gostaria de despertar estas energias adormecidas pela constante dor. Criar movimentos ritmados vindos de um sentimento interior.
Movimentos incessantes inesgotáveis metáforas de realidades da minha própria imaginação.
O obstáculo não é estas quatro paredes. O que me sufoca é esta dor latejante.
Sinto que estou a deixá-la roubar-me o sonho, a controlar-me a alma, a cortar-me as asas...
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Esta não sou eu...
Agarrando-me ao passado. À espera de algum retorno. Chorando por algo que talvez não poderei ter de volta.
É hora de sair desta inércia.
Desisti de tentar consertar o irreparável.
Não é possível encontrar solução para algo sem conserto.
Sei que fui eu o catalisador do desastre.
30-03-2009
Ermelinda Silva
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