sexta-feira, 5 de junho de 2009



Olho para trás e penso no que deixei...
Olho para trás e penso no que não alcancei...
O tempo passa tão devagar.
Abre-se uma porta cheia de recordações...
Tento encontrar a janela que me mostrará o futuro.
A incerteza abate-se sobre mim. A incerteza de que será aquela, a que deverei transpor.
Entre a porta e a janela existe um corredor que me parece tão infinito.
Tão escuro, tão claustrofóbico.
Sinto-me paralisada, não consigo avançar.
Passar para além da ombreira.
As paredes começam a unir-se, entre elas estou eu. Lutando para não ser esmagada.
Sem forças, falta-me o ar, procuro a última réstia de ar existente.
Medo.
Tudo isto não passa do medo disfarçado.


Não consigo encontrar o equilíbrio, estou numa corda bamba a metros do chão sem me conseguir mover. O medo deixou-me paralisada e com a respiração arfante.
Os meus pés estão tão pesados, não consigo recuar. Vejo o caminho que tenho que percorrer. Mas o medo que sinto não me deixa... O medo é muito mais forte do que eu... Muito mais forte que a minha vontade de prosseguir caminho.

O amor vem sempre acompanhado com a dor. Não existe nenhuma relação onde não haja dor, sofrimento e mágoa.
O ser humano nasceu para magoar o próximo. Seja fisica ou psicologicamente
Por muito que se tente, acabamos sempre por magoar alguém. Com palavras ou simplesmente com a falta delas...
Com gestos ou simplesmente com a falta deles...
Não conseguirás acabar a tua vida sem ter magoado ninguém ao longo desse longo percurso.
As relações amorosas são tão difíceis. Acho que só deviam durar um mês cada. Porque é o tempo médio que dura o período de paixão,
Tudo isto é efémero e pouco duradoiro. Mas se não tentássemos era pior.



23-05-2009