sexta-feira, 5 de junho de 2009



Olho para trás e penso no que deixei...
Olho para trás e penso no que não alcancei...
O tempo passa tão devagar.
Abre-se uma porta cheia de recordações...
Tento encontrar a janela que me mostrará o futuro.
A incerteza abate-se sobre mim. A incerteza de que será aquela, a que deverei transpor.
Entre a porta e a janela existe um corredor que me parece tão infinito.
Tão escuro, tão claustrofóbico.
Sinto-me paralisada, não consigo avançar.
Passar para além da ombreira.
As paredes começam a unir-se, entre elas estou eu. Lutando para não ser esmagada.
Sem forças, falta-me o ar, procuro a última réstia de ar existente.
Medo.
Tudo isto não passa do medo disfarçado.

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