sábado, 12 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Pensamentos sem sentido.
Ideias e reflexões de uma mente louca e errante.
A insanidade cruza-se com pensamentos cegos.
(Insanidade e cegueira não são realmente uma boa combinação.)
A irracionalidade tolda o teu ser
Esta loucura é apenas a repercussão de uma longa caminhada por pensamentos errantes e emoções sombrias.
Pensamentos e emoções que não devem ser libertas.
Simplesmente, perdeste-te em toda essa loucura.
Já conseguiste o mais fácil inebriar-te na insanidade.
Sair?
Encontrar a brecha?
Irás apenas inebriar-te mais e mais na dolorosa e doce insanidade.
Lutar contra a própria mente é difícil.
Lutar contra a própria mente alienada é ainda mais difícil.
Resta apenas padecer.
Deixar a tua mente penar na escuridão e...
Morrer.
Gostava de poder fugir na multidão...
De não ser notada.
Não é muito difícil, pois não?
Sou apenas mais um rosto entre milhares.
Sou só mais um corpo entre milhões.
Sou apenas mais um indivíduo.
Sou apenas mais uma mulher.
Sou apenas alguém à procura do seu lugar no mundo.
Não pode ser assim tão difícil, pois não?
Presa a uma ilusão.
Esmagada pela irrealidade.
Irrealidade e ilusão provocada pela cobardia. Pelo medo, medo de enfrentar-vos. Medo de revoltar-me.
Medo de ficar só.
Paranóias?
Loucura?
Devaneios?
Sinto que estou a pisar o risco...
Sinto que estou a caminhar por um terreno minado.
Sinto-me a cair...
Tenho medo, é simples.
Preciso que me tirem deste abismo...
Mas sinto que não estou preparada.
É muito mais fácil continuar a ter medo. Medo de enfrentar-vos, medo de revoltar-me, medo de ficar só.
É muito mais fácil continuar no meu quarto escuro.
Ninguém dá por mim...
Posso chorar o que quiser e ninguém dará pelas lágrimas a caírem do meu rosto.
Ninguém dará pela tristeza profunda que vem dos meus avermelhados olhos.
Ninguém dará pela tristeza profunda que cobre todo o meu rosto
Gosto do escuro porque ele consegue camuflar toda a tristeza que me provocas.
Nunca te percebeste da dor, pois não?
Ou simplesmente não me viste?
Aspirando a verdade.
Desculpa, não a tenho...
Sou um turbilhão de emoções.
Uma confusão. Simplesmente uma desgraça.
Não me olhes assim.
É a realidade
Não tentes procurar aquilo que não detenho.
Já disse, sou uma confusão. Um remoinho de sentimentos contraditórios.
Não tentes revolver aquilo que há muito escondo. Segue em frente sem olhar para trás.
Deixa-me no meu coma
Deixa-me...
Deixa-me no meu coma.
Deixa-me adormecer.
Não me acordes
quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Não me esqueci de ti.
Não me esqueci de nós.
Apenas deixei esses sentimentos e lembranças presos na minha mente.
Presos num lugar de difícil alcance.
Dói-me reviver esses momentos, prefiro ignorá-los…
Por isso mantenho-os presos.
Lembras-te de nós?
Em que lugar da tua mente deixaste essas lembranças presas?
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Detesto este sentimento de abandono.
SIM, abandonaste-me. Simplesmente desististe de mim.
E agora eu própria não consigo continuar.
Tenho todas estas feridas que não cicatrizaram.
Estas lágrimas que deito não são uma procura pela tua pena.
Não me olhes assim.
Detesto esse teu olhar.
Porque não sorris?
NÃO, não estou bem.
Desculpa, a frustração começa a abater a minha paciência.
Sinto-me um bocado perdida.
Perdida na irrealidade e loucura.
Loucura e irrealidade provocada pela solidão.
NÃO, não preciso da tua ajuda.
… Não estou preparada,
Não estou preparada para enfrentar o mundo.
Não consigo abandonar o meu estado de dormência e de profunda inconstância.
É muito mais fácil ser louca no meu mundo
Do que louca no teu mundo.
Porque me queres curar?
Pretendes alguma absolvição dos teus pecados.
Atormentei-te assim tanto nos teus sonhos?
Uma consciência pesada é realmente o maior medo do Homem.
domingo, 16 de agosto de 2009
Olha para mim, mente-me.
Deixa-me feliz por um mero segundo.
Diz-me que sou a tal.
Põe-me um sorriso no rosto.
Não quero ser esmagada pela verdade, pela tua verdade…
Deixa-me assim, enganada e feliz.
Feliz e enganada.
Olha para mim, continua a mentir-me.
Diz-me que sou a tal.
Põe-me um fugaz sorriso no rosto.
Ainda não consigo ouvir a verdade.
Deixa-me assim, enganada e satisfeita.
Satisfeita e enganada.
A minha ânsia por felicidade supera o meu desejo de sair deste círculo sem fim de mentiras.
Porque suas?
Vontade de abandonar tudo?
O meu desejo de sair deste círculo sem fim não iguala a minha necessidade de uma vida sem ti.
Olho para ti e minto.
Deixo-te confuso.
Digo-te que és o tal.
Dás-me o sorriso que quero receber,… O teu olhar trai-te.
Obsessão sem fim.
A minha necessidade de uma vida sem ti é tão mais fraca que a minha vontade de te prender a mim.
Confesso, estou viciada nas tuas mentiras.
Viciada nas tuas tentativas frustradas para que não note a verdade.
Que deleite.
Preciso de mais.
Mais mentiras, mais enganos.
É o teu castigo.
Que deleite.
É a dura realidade.
A tristeza humana.
Delicio-me com o teu pesar, com a tua tristeza.
Alimento-me deles.
Não me consigo cansar.
É a dura realidade.
A tristeza humana.
Não penses que não lamento ser a causa da tua infelicidade.
Só quero que pagues a tua penitência.
Até quando?
Até não sentir esta ânsia por mais.
Até ao dia em que acorde e que queira ansiosamente sair deste círculo sem fim.
Até ao dia em que acorde e que perceba que existe vida sem ti.
Até ao dia em que acorde e não sinta a necessidade de te prender a mim.
É a dura realidade.
A tristeza humana.
A necessidade de sofrimento alheio.
Sorrio, os meus olhos estão tão pesados e cansados…
Confesso, começo a fartar-me destes jogos intermináveis.
Estou preparada para te conceder a libertação.
Preparada para conceder a minha própria libertação.
Estou ansiosa por sair deste círculo.
Sim, poderá existir vida sem ti.
Estou………………………………………………………………
domingo, 5 de julho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009

Olho para trás e penso no que não alcancei...
O tempo passa tão devagar.
Abre-se uma porta cheia de recordações...
Tento encontrar a janela que me mostrará o futuro.
A incerteza abate-se sobre mim. A incerteza de que será aquela, a que deverei transpor.
Entre a porta e a janela existe um corredor que me parece tão infinito.
Tão escuro, tão claustrofóbico.
Sinto-me paralisada, não consigo avançar.
Passar para além da ombreira.
As paredes começam a unir-se, entre elas estou eu. Lutando para não ser esmagada.
Sem forças, falta-me o ar, procuro a última réstia de ar existente.
Medo.
Tudo isto não passa do medo disfarçado.

Os meus pés estão tão pesados, não consigo recuar. Vejo o caminho que tenho que percorrer. Mas o medo que sinto não me deixa... O medo é muito mais forte do que eu... Muito mais forte que a minha vontade de prosseguir caminho.

O ser humano nasceu para magoar o próximo. Seja fisica ou psicologicamente
Por muito que se tente, acabamos sempre por magoar alguém. Com palavras ou simplesmente com a falta delas...
Com gestos ou simplesmente com a falta deles...
Não conseguirás acabar a tua vida sem ter magoado ninguém ao longo desse longo percurso.
As relações amorosas são tão difíceis. Acho que só deviam durar um mês cada. Porque é o tempo médio que dura o período de paixão,
Tudo isto é efémero e pouco duradoiro. Mas se não tentássemos era pior.
sexta-feira, 8 de maio de 2009

Magoa-me por fazê-lo. Magoa-me por saber que não o posso fazer.
Sou teimosa. Prefiro a dor física à dor de não poder sentir a dor física.
Se sentir dor significa que vou poder continuar a dançar acho que prefiro correr o risco...
Só mais uma última dança,... Um último rodopiar. Uma última sensação de liberdade.
E por fim um sorriso...
Um sorriso de satisfação.
Um sorriso entristecedor
Um sorriso pensativo.
Um sorriso carregado de dor
Um sorriso acompanhado de uma lágrima.
Uma lágrima de satisfação.
Uma lágrima triste e carregada de dor.
Um último suspiro...
E aí está: a dor outra vez.

Não tanto pela parte do envelhecimento físico (disso também tenho receio).
Mas chegar a essa terrível etapa e olhar para trás com tristeza vendo que o tempo rapidamente passou. Desejando voltar atrás e remendar o que de errado fiz e fazer o que certo devia ter feito. Tenho um medo terrível de que as memórias se vão apagando da minha mente. Talvez seja este o meu maior medo. Pegar em porta-retratos e não reconhecer os rostos, sorrisos e olhares... Acordar pensando ainda que tenho 37 anos. Despertar e pensar que tão vivas pessoas que há muito já morreram... Tenho medo. Esquecer quem sou e quem fui.
Medo de começar a ser um fardo...
Tenho medo de me fecharem num lar, onde encontrarei pessoas como eu. Velhos solitários à espera do dia em que simplesmente não acordarão...
Não tenho medo da morte. Tenho medo sim, do caminho penoso que ainda tenho que percorrer até lá...
domingo, 29 de março de 2009
Dança


(Valdeci de Sousa, dançarino)
Um levantar de um pé, um rodopio,... Um tocar de corpos. Expressão... A dança é uma arte, a minha arte. A dança é uma paixão sublime, a minha paixão sublime... A dança é um sonho, o meu sonho...
Pisar um palco é um misto de emoções e sensações... Aquele tremor que percorre o meu corpo todo quando subo a um palco... Ver os rostos do público, ansiosos por um movimento,... Por um olhar, toque, contacto ...
A dança expressa o que eu sinto através de um simples movimento e ritmo. O meu corpo é o espelho do que sinto...
É a forma de expressão mais eloquente, mais bela, mais instintiva e rica...
Ao ouvir aquela musiquinha, aquele ritmo que me embala, algo me impele a... a logo bater o pezinho...
O meu sonho é poder voltar a dançar livre e orgulhosa. Esquecer por um instante a dor intensa que sinto. Esquecer e ignorar...
Não tenho medo de cair, perder o equilíbrio. Voltarei a levantar, apanhar o ritmo e começar de novo.
Sentir a liberdade por uns minutos. Tentar exprimir sentimentos que nem julgava existir.
Esquecer a dor que sinto. Esquecer este desimpedimento.
Libertar esta tensão...
Sentir a liberdade por meros minutos. Soltar as minhas emoções.
Se cair, sei que valeu a pena, mesmo tendo sido por míseros minutos...
Mas até quando me contentarei com pequenos movimentos, gestos controlados? Sempre temendo uma nova queda. Sempre com medo. Só ouvindo a dor...
Gostaria de despertar estas energias adormecidas pela constante dor. Criar movimentos ritmados vindos de um sentimento interior.
Movimentos incessantes inesgotáveis metáforas de realidades da minha própria imaginação.
O obstáculo não é estas quatro paredes. O que me sufoca é esta dor latejante.
Sinto que estou a deixá-la roubar-me o sonho, a controlar-me a alma, a cortar-me as asas...
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Esta não sou eu...
Agarrando-me ao passado. À espera de algum retorno. Chorando por algo que talvez não poderei ter de volta.
É hora de sair desta inércia.
Desisti de tentar consertar o irreparável.
Não é possível encontrar solução para algo sem conserto.
Sei que fui eu o catalisador do desastre.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Verdade

Não consigo conter as palavras mesmo sabendo o quão devastadoras poderão ser para ti.
Mas...
Devo deixá-las para mim? Mentir-te enquanto te olho nos olhos?
Não consigo mentir. Fazer o mesmo que tu. Não estaria a ser verdadeira comigo mesma.
Mas não te consigo magoar... Olhar para os teus olhos e ver a mesma tristeza que viste nos meus. Ver que a dor e mágoa te sufoca o peito.
Não te consigo magoar...
Não te quero magoar...
Devolver-te a dor e tristeza não me dá prazer. Simplesmente não torna a minha dor mais pequena.
A vida é uma peça de teatro

Não passamos todos de actores contratados. Conduzidos por um tresloucado director de cena. Actuando num louco e frenético enredo. Contracenando com desvairadas personagens. És tu o actor principal? Ao longo da peça tentaremos levar o público em êxtase, tentando roubar o protagonismo, tentando ter por parte do público um olhar de apreço pelo nosso desempenho...
Em que tipo de peça te enquadras? Numa tragédia? Numa comédia? Num drama satírico?
O primeiro “Acto” acabou, a infância.
O segundo “Acto” ainda corre, a vida adulta, o clímax da acção.
O terceiro “Acto”, prefiro ignorá-lo, ainda existem muitas cenas até lá. Muitos risos, lágrimas, olhares vazios, olhares de amor, sofrimento, drama, gargalhadas...
Se no momento do fecho da cortina não ouvir as devidas palmas não desanimarei, a minha actuação não foi em vão.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Prezo o sentimento que nos une a um amigo.
Prezo a ligação que sentimos.
O que fazer quando a pessoa a quem demos amizade nos desilude?
O que fazer quando o que sentimos não é verdadeiramente partilhado?
O que fazer quando essa ligação é cortada?
Seguir em frente e esquecer?
Perdoar?
Não consigo... É demasiado difícil,... demasiado falso.
Gostaria poder perdoar-te pelo que passou.
Gostaria poder perdoar-te pelo que me fizeste passar.
Gostaria poder perdoar a magóa e a dor que me fizeste sentir.
Gostaria poder perdoar-te pelas lágrimas que me fizeste deitar.
Peço-te apenas desculpas, mas é dificil conseguilo.
Ermelinda Silva
terça-feira, 3 de março de 2009
Vida

É incrível como a vida é tão efémera, tão curta.
É incrível como a infância depressa passa e a idade adulta rápido chega. A uma velocidade supersónica.
Sei que não ficarei jovem para sempre mas esperava apenas que isso demora-se ainda algum tempo.
Incomoda-me a ideia de velhice. Não porque com a velhice vem as rugas, mas antes pelo facto de vir a morte. A minha morte e possivelmente de quem mais amo.
Não consigo lidar com essa ideia.
Adoraria poder ignorar esse pensamento.
É algo inevitável...
Podermos apenas tentar aproveitar cada momento, cada instante.
Amar, aprender...
Viver, sobreviver...
Ermelinda Silva

Basta-nos é decidir o lado em que nos encontramos.
Dito assim parece fácil...
Lutar connosco próprios procurando a vitória: descobrir o eu interior.
Parece fácil...
Será que consigo? Entrar na minha própria mente e descobrir o que realmente sou? Alguma vez descobrirei?
Quem sou? O que faço aqui?
É normal não saber isso?
Será este o sentido da vida? O porquê de estarmos aqui?
Nascemos para tentarmos descobrir-nos?
Será? Acho que é uma busca inútil, sem fundamento... No fim, no último súspiro decerto que continuarei na ignorância.
Mas,... isso não é importante.
Prefiro a dúvida á sabedoria. Ao duvidar já estou a um passo de chegar à verdade. Não me interessa ser detentora dela...
Não finjo humildade. Confesso, essa palavra simplesmente não combina comigo.
Ermelinda Silva
Quero-te,...
Sinto-te/Não te sinto.
Vejo-te ao longe. Pressinto-te...
Escapas-me ao mesmo tempo que te tento agarrar...
Não me magoes... Não me magoes mais.
Não sou feliz, não me sinto mais feliz.
Não consigo fingir, não quero fingir.
Estás longe... Não te pressinto, não te vejo...
Não quero amo-te banais. Aliás não quero nenhuns "amo-te". Só quero apenas um preciso de ti,... Um: não vais embora. Confuso? Eu também!
A mentira

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Estou neste mundo tentando fazer o mesmo que tu. Tentando sobreviver a mais um dia. Expira, inspira... Tentando sobreviver a mais um dia...
Ermelinda Silva

and keep rollin and rollin.
I lost my grace.
I don't want to be in this place.
I'mn fallin and fallin.
I'm just a ghost.
I'm just a shadow
It was such ashame to us to appart.To long,
Amor eterno?

No silêncio da noite...
No frio da noite mais escura...
Oiço os passos no corredor...
A esperança, a esperança de recuperar o que perdi,... talvez a esperança de encontrar o que eu pensava que tinha.
Estou cansada. Sinto-me a desistir...
Veêm-me à lembrança as palavras que me disseste.
Todos os "amo-te"...
Todos os "preciso de ti".
Tudo isso são meras palavras.
E palavras,... o vento leva-as consigo.
Fomos ambos enganados por um sentimento fulgaz. Um sentimento tão rápido e tão arrebatador que ao mesmo tempo que o começamos a sentir ele desaparece.
Fomos enganados! Enganados por um sentimento leviano, rápido e arrebatador.
O amor não existe! Não! Talvez exista.
O amor é como a vida. É rápido e... não é para sempre. Sim! O amor não é eterno. A vida não é eterna. A juventude não é eterna. A infância não é eterna.
Tudo o que nos rodeia é fugaz!
Tudo o que nos rodeia é rápido!
Tudo o que nos rodeia é arrebatador.
Num momento temo-lo, noutro...
Ermelinda da Silva
Qual o teu maior medo?
Qual é o teu maior medo?Uma pergunta aparentemente de fácil resposta...
O que responderias?
Cobras, aranhas, alturas...?
É tão fácil respondermos que temos medo de algo visível, algo perceptível...
Mas será disso que temos mais medo?
Não teremos mais medo daquilo que não vemos? Do que não é perceptível? Do que nos é desconhecido?
Não teremos medo, por exemplo, da solidão?
Não teremos mais medo da solidão? Da morte? Coisas como estas não nos deixam mais aterrados que uma simples cobra?
Do que eu tenho mais medo?
Do desconhecido, daquilo que me tira do meu elemento.
Tenho pavor de acordar um dia e descobrir que não me resta ninguém. De acordar e ver que ao meu lado só há vazio. De a única coisa que me poderá restar ser este velho caderno.
Tenho medo da morte... medo que as pessoas que me são mais próximas partam... Que eu parta, desta vida para outra...
Tenho medo do que possa encontrar do outro lado.
O outro lado?
O outro lado existe?
E que lado é esse? Que lado é esse que as pessoas tanto almejam e outras tanto temem?
Será que irei encontrar a absolvição da minha alma? Será que quero? será que a minha alma permanecerá viva? Será que apenas o meu corpo morrerá? Existirá mesmo reencarnação?
O que serei na minha próxima vida?
Por que é que temos que encarar a morte como um fim? Por que é que temos tanto medo?
O acto de ter medo é algo que nos caracteriza e muito bem...
Tenho medo e assumo isto sem qualquer receio...
Quem não tenha medo que atire a primeira pedra...
Repito mais uma vez:
Qual é o teu maior medo?
Agora é mais fácil para ti responder a esta questão?
Ou agora o que tens é medo de responder?
Medo de descobrir...
Medo do desconhecido?
É normal...
Qual o teu maior medo?
Ermelinda da Silva
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Passado/Presente/Futuro

Pensar no que passou?
Será mau pensar no futuro?
Ansiar pelo que poderá vir?
Não consigo prender-me ao presente, ao agora...!
É demasiado.
Prefiro vaguear pelas memórias...
Prefiro imaginar o futuro.
É tão surreal!
Não o devia fazer.
O presente devia-me ser tão prazeiroso como o passado e o futuro.
Não quero!!
Quero voltar ao passado!!
Quero...
Quero...
Quero ser Passado, Presente e Futuro!!!
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
You stoled my air and left me fall...
You saw my tears fall on my face...
You caught my broken heart on the floor
and you crush him..., more and more...
For what?
Are you happy now?
You left me lost in the dark.
You took my light...
I can't run...!
I can't scape.
My body is so tired
My body is so hurted.
You took my hope!
I´'s a little to late for you
to come back
You just don't undestand!
I'm trying and trying to be ok
Devaneios!!!!

Será? Ou o mundo quer apenas que eu seja mais um dos seus reflexos?
Ermelinda da Silva
sábado, 3 de janeiro de 2009
"Ano Novo, Vida Nova"...
Chegou um novo ano...
Chegou um novo dia...
Será este ano assim tão diferente do que já passou?
Não significará apenas que este novo ano é apenas uma continuação daquele...
Adoramos ouvir palavras de conforto... Palavras que nos tirem do nosso desalento: "Ano Novo, Vida Nova".
E todos aqueles desejos que pedimos enquanto comemos as passas... Veêm esses desejos realizados?
E todas aquelas promessas de coisas que vamos melhorar neste novo ano... Veêm essas promessas cumpridas?
Talvez eu seja um pouco céptica ou talvez eu tenha perdido a fé...
Talvez... Não sei!
Já vamos no terceiro dia do ano e nada mudou...
Estarei eu a percepitar-me? Ainda faltam muitos dias até chegarmos ao último dia do ano...
Muita água ainda pode rolar...
Muitas alegrias podem ainda acontecer...
Muita vida pode ainda mudar...
- "Ano Novo, Vida Nova"
Ermelinda da Silva




